Nietzsche disse:

25 Novembro, 2008

Estado de espírito

Ando ansioso, preciso escrever.
É muita coisa nova, coisa antiga, muitos planos, aquele sentimento de fim ano, quando você pensa no que fez, no que se transformou, no quanto você viveu do jeito que queria, ou não e o preço pago por isso.
A mim falta ainda achar o equilíbrio necessário entre as partes, decidir o que vou sacrificar em nome da minha liberdade final, como vou gerenciar minha vida daqui pra frente. Sei somente que virá um ano produtivo por aí, as coisas mudarão mais ainda, que vou escrever ainda mais e melhor, que continuarei sendo feliz, que curtirei com meus novos e antigos amigos, que vou cantar , dançar , sofrer , ficar revoltado e todas essas coisas que fazem de nós um tanto quanto demasiado humanos, e a única certeza é aquela que me faz tremer de excitação, que não há certeza nenhuma.

19 Novembro, 2008

discutir as certezas

"Vivemos num tempo em que é preciso estar aberto para discutir as certezas, inclusive as de fonte 'oficial'. Algo é confiável por estar impresso?"

Jimmy Wales, um dos criadores da Wikipédia, em entrevista para a Agência Estado.

Só essa frase dá um post inteiro, mas isso fica pra depois

18 Novembro, 2008

levantamos, comemos, trabalhamos, compramos coisas, vendemos coisas, andamos de carro , ônibus , metrô, avião, trem, barco, viajamos, ficamos em casa, lemos livros e jornais, navegamos na internet, escrevemos, conversamos, escutamos músicas, ficamos bêbados, temos ressaca, nos esparramamos na cama, dormimos, pensamos ou não, às vezes até demais, ficamos estressados, irritados, com raiva, desprezamos, dançamos, cantamos, fazemos sexo, fazemos amor, apaixonamos, amamos, nos emocionamos, construímos, estudamos, criamos ideologias, vivemos com elas, por elas, às abandonamos, mudamos, tudo o tempo todo, ou não.
No meio de todas essas coisas ainda temos que ser nós mesmos.

Memento

--Mais uma que preciso continuar--

Eu beijava sua boca pequena,
em segredo as histórias dos nossos corpos se misturavam e se recontavam,
suas pernas me envolviam, sentia a sua pele macia.
teus seios nas minhas mãos, a repiração ofegante, as roupas, uma a uma se vão.
entregues à libido, suor e sexo cavalgavam noite a dentro.
nossos corpos se contorciam, entregues à orgia de sentidos,
gozávamos, deitavamos suados, cigarro, vodka mais beijos, mais sexo.
Eu pulsava dentro de você , forte e profundo, com todo desejo.
não eramos pessoas, animais,
amálgamas de carne e ossos e fluidos que se misturavam.
O reconhecimento da impermanência não nos impede de dizer: “Eu te amo e te quero pra sempre!”. Nós vamos falar isso com toda a força, mesmo sabendo que é uma grande mentira, ou justamente porque é uma grande mentira!

fonte : nao2não1